Ecos de AruandaNº 07
Nanã Buruquê, a sabedoria ancestral
Uma homenagem à Orixá mais idosa, nossa reverenciada Vovó: suas lendas (itan), os mistérios das reencarnações e as águas sagradas das nascentes, lagos e pântanos.
Leitura de 19 minutos

Editorial
Nanã Buruquê sintetiza a morte, a fecundidade e a vida. É uma divindade idosa, que representa a ancestralidade e o respeito aos mais velhos. Para a Umbanda os princípios de senioridade e ancestralidade são primordiais. A idade é considerada um fator preponderante na aquisição de conhecimento, tornando-se sinônimo de autoridade e força.
Quando nascemos, chegamos a um mundo onde tudo estava criado. Esse mundo que já havia sido desbravado por nossos pais, avós e assim por diante. E assim como um Baobá, árvore sagrada de Nanã, precisa de raízes fortes para crescer e florir, nossos ancestrais foram nossos alicerces do conhecimento. Trazemos em nossa bagagem muitas coisas de maneira inconsciente. Nossa ancestralidade está ligada diretamente aos três pilares de nossa existência: físico, mental e espiritual.
Esta edição de julho rende homenagem a essa sabedoria ancestral, buscando suas lendas (itan) desde África, seus mistérios do domínio das reencarnações e águas sagradas das nascentes, lagos e pântanos. Ela é a “Mãe Terra Primordial”, dos grãos e dos mortos. É a memória do povo, pois vivenciou toda a magia da concepção do Universo.
Ecos de Aruanda convida seus leitores e leitoras a conhecerem os mistérios sagrados dessa vovó. Agradecemos por todas as críticas e sugestões recebidas para a construção desse informativo.
Boa leitura!
Jardim Sagrado
Malva do Pântano
A Malva do Pântano ou Altéia é uma planta com propriedades medicinais que pode ser usada para diversos fins. Seu nome científico é Althaea officinalis (althaea vem do grego e significa cura). Encontrada em feiras livres, suas flores e folhas são muito empregadas nos banhos de descarrego e na purificação das pedras da Orixá Nanã. Tendo emprego também nas obrigações de cabeça e firmezas dessa Orixá.
Esta planta possui flores de coloração rosa-claro e pode ser encontrada em várias regiões do Brasil durante os meses de julho e agosto. Para fins medicinais pode facilmente ser encontrada em farmácias de manipulação. Popularmente usada como calmante, alívio de tosse, antibiótico natural e hipoglicemiante, ou seja, reduz o nível de açúcar no sangue. Suas folhas, quando aplicadas em forma de compressa sobre feridas e furúnculos, estimulam a cicatrização. Deve-se molhar um pano limpo no chá de alteia e aplicar várias vezes por dia sobre as feridas na pele ou na boca.
Banhos e escalda-pés podem ser feitos com suas folhas frescas ou secas e quando misturadas com manjericão roxo têm a propriedade de acalmar. É muito recomendado para ajudar na tomada de decisões e nas mudanças evolutivas necessárias.
O chá de Malva do Pântano é outro modo de sentirmos os efeitos benéficos desta planta. Você vai precisar de 200ml de água fervente, adicione 2 a 5g de raiz seca ou folhas e flores de malva do pântano, tampe e deixe agir por 10 minutos. Após este tempo, deve-se filtrar e beber o chá morno, sendo que a dose indicada diariamente é de duas ou três xícaras durante o dia.

Saudação
No dia 26 de julho a Umbanda comemora o dia de Nanã Buruquê em homenagem à Orixá mais idosa, nossa reverenciada Vovó. Nanã rege a maturidade, bem como atua no lado racional dos seres.
O sociólogo Pierre Verger a considera: “A mais antiga das divindades das águas, não das ondas turbulentas do mar, como Iemanjá, ou das águas doces dos rios, domínio de Oxum, mas das águas paradas dos lagos e lamacentas dos pântanos. Estas lembram as águas primordiais que Odùduà ou Òrànmíyàn (segundo a tradição de Ifé ou e Oyó) encontrou no mundo quando criou a terra”. Nanã Buruquê é a força da natureza feminina mais antiga na criação Divina. Para alguns, Nanã é a “Senhora dos Mistérios”, pois ela teve participação ativa na criação do mundo.
Para os povos Jeje (povo africano que habita o Togo, Gana, Benim e regiões vizinhas), Nanã é muitas vezes considerada a divindade suprema (e talvez por isso seja frequentemente descrita como orixá masculino).

O Itan é o conjunto de mitos e lendas do panteão africano que narra as histórias envolvendo canções, danças, rituais e ensinamentos. Para o povo Iorubá é considerado como verdade absoluta sobre a criação do mundo, possuindo grande respeito por ter sido repassado oralmente como ensinamentos através dos mais velhos. O Itan está marcado pela necessidade que os terreiros têm do uso da tradição oral como parte integrante de seu universo, dos rituais e da própria identidade.
Uma das mais conhecidas lendas da mitologia Iorubá diz respeito a Orixá Nanã Buruquê como nos descreve Verger. “No início dos tempos os pântanos cobriam quase toda a terra. Faziam parte do reino de Nanã Buruquê e ela tomava conta de tudo como boa soberana que era. Conta que quando Olorum encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, o Orixá tentou vários caminhos. Tentou fazer o homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu. Tentou fazer de madeira, mas a criatura ficou dura. De pedra a tentativa foi pior ainda. Fez de fogo e o homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho de palma, e nada. Foi então que Nanã veio em seu socorro e deu a Oxalá a lama, o barro do fundo da lagoa onde morava ela, a lama sob as águas, que é Nanã. Oxalá criou o homem, o modelou no barro. Com o sopro de Olorum ele caminhou. Com a ajuda dos outros Orixás povoou a Terra. Mas tem um dia que o homem tem que morrer. O seu corpo tem que voltar à terra, voltar à natureza de Nanã. Nanã deu a matéria no começo, mas quer de volta ao final tudo o que é seu”.
Na Umbanda todas as Iabás (Orixás femininas) carregam a força das águas. Nanã é a energia que dá origem ao mundo, é a junção dos elementos terra e água. Da lama, do barro surgiu a primeira manifestação de vida do planeta Terra. Dessa energia, surge toda a vida e para essa energia volta toda a vida quando finda a encarnação.
O culto aos Orixás reverencia além da natureza outra riquíssima fonte de sabedoria e cultura: a família. É a religião do acolhimento, da vida em família, da ancestralidade que busca a união entre os planos sagrado e humano. Nesse sentido é comum chamarmos as divindades do panteão Africano de pais e mães. Nanã Buruquê a Orixá mais velha é mãe e avó, remete à nossa ancestralidade, um espírito antigo que conduz os espíritos desencarnados ao mundo espiritual, aconchegando-os em seus braços. Nanã sintetiza em si a fecundidade, riqueza da vida e a morte. É uma divindade idosa, representa a ancestralidade e o respeito aos mais velhos.
Nanã é a memória dos seres, é quem rege a velhice, a sensibilidade. Por estar associada à época de nossas vidas que começamos a não ter lembranças de tudo que nos acontece. Ela limpa a mente dos espíritos desencarnados para que possam se livrar dos sofrimentos da sua jornada, reencarnando sem os rastros da vida anterior. Por isso, quando envelhecemos, ao decorrer dos anos, começamos a perder a memória. Ela também é a protetora dos doentes, desabrigados e deficientes.
Nanã tem como objeto ritualístico um Ibiri, cajado curvado confeccionado com nervura da folha do Iji opé e ichã (palmeiras), ornado com búzios, palha da costa, fio de conta e cabaça. Orixá mãe e avó, Nanã Buruquê nos liberta. Peça a Nanã que liberte seus pensamentos do passado e retire qualquer estagnação que esteja atravessando sua vida nesse momento.
Saluba Nanã! Saluba Vovó!
Elementos Correspondentes
- Cor
- Lilás, Branco e Roxo
- Elemento
- Água e Terra
- Dia da Semana
- Domingo
- Astro regente
- Lua nova.
- Domínios da vida
- A vida e a morte.
- Domínios da natureza
- Pântanos, lagos, nascentes e estuários
- Pedras
- Ametista, Tanzanita, Kunzita e turmalina rosa
- Ervas
- Manjericão roxo, alfavaca roxa, erva de passarinho, manacá, gervão roxo, cana do brejo, jaca, malva do pântano e baobá.
- Flores
- Violeta, ipê roxo, quaresmeira, orquídea e crisântemo.
- Elemento ritualístico
- Ibiri (cajado)
Senhora Sant’Ana
Na Umbanda, a orixá Nanã Buruquê foi sincretizada com a santa católica Nossa Senhora Sant’Ana, mãe de Maria de Nazaré e avó de Jesus. Seu dia é comemorado em 26 de julho por ser juntamente com São Joaquim os padroeiros dos idosos, e o Dia dos Avós.
Santa Ana, cujo nome em hebraico significa “graça” era filha do sacerdote Aarão, e nasceu em Belém. Era casada com São Joaquim e não tinham filhos, pois ela era estéril, apesar dessa dificuldade, vivia uma vida de fé e oração. Quando seu marido Joaquim fez penitência no deserto orando por uma graça divina um anjo apareceu e disse que suas orações teriam sido atendidas. Ao regressar ao lar, pouco tempo depois, já em idade avançada, Deus à abençoou com o nascimento da Virgem Maria que foi escolhida para ser mãe de Jesus.

Roda de Ancestralidade
Vovó Cambinda
A raiz da árvore sagrada.
O ser humano iniciou a transmissão do conhecimento através da tradição oral na qual aprender e repassar o conhecimento através da oralidade faz parte de um processo de aprendizagem onde as pessoas daquelas sociedades são submetidas. A oralidade dá origem à literatura de tradição oral, pois é através dela que o homem armazena e transmite o conhecimento, fazendo uso da memória e da fala. É também o meio pelo qual se pode preservar toda a sapiência de antigos ancestrais de uma geração para outra. Assim é mantida a tradição dos velhos Griôs em nossa Roda de Ancestralidade. Ressaltando que os textos aqui publicados foram readequados a linguagem escrita, respeitando ao máximo as falas transmitidas pelo processo mediúnico da psicofonia.
“Hoje quero falar de Nanã Buruquê trazendo uma reflexão aos filhos. Vocês reparem que a gente fala de Nanã Buruquê, a velha anciã da mãe África, a mais velha Orixá. Todos nós sentimos a energia mais ancestral, a energia criadora, contudo nos terreiros de Umbanda, quando há manifestação de nanã, vem uma velha indígena. Será que a gente está falando da mesma coisa?
Sim meus filhos! Estamos falando da mesma coisa. É preciso separar o que é a vibração e o arquétipo de apresentação. A vibração (Orixá) filhos, é a vibração do criador, a frequência vibratória nessa linha, a qual as caboclas de Nanã Buruquê vibram. Essa frequência tem como característica muito singular a representação das Iabás, dessa energia ancestral assim como cultuada na mãe África. Na Umbanda a manifestação dessas vibrações se dá pela presença dos seus arquétipos (Caboclos, Pretos velhos e Crianças). Essas caboclas quando se apresentam vibram a mesma energia. Da mesma forma, quando representada como a Senhora Sant’Ana, avó de Jesus devido ao sincretismo católico na Umbanda. O que estou querendo dizer meus filhos, é que a forma de representação é diversa, mas o princípio é o mesmo. Por esse motivo não podemos ter preconceito. Não podemos achar que uma forma de cultuar é melhor ou pior que a outra. São apenas maneiras diferentes de se representar o sagrado, quando mentalizamos o princípio, buscando a vibração ancestral.
Essa história que irei contar ouvi de minha mãe quando ainda menina em Lunda, minha terra na África. Ela me contou sobre uma velha Anciã que tinha por nome Zumbarandá ou Gangazumba. Zumbá que significa raiz e Gangá árvore sagrada, ou seja, Gangazumba - a raiz da árvore sagrada. Diz a lenda que essa anciã no momento em que NZambi foi criar o homem observou que vários Inquices apresentaram elementos para sua modelagem. Um trouxe a madeira, mas o homem ficou muito rígido, outro trouxe o fogo, mas o homem se consumiu. Tantos outros elementos foram colocados aos pés de NZambi mas nenhum obteve o resultado esperado. A velha muito sábia disse a NZambi que para a modelagem do homem, e sua permanência no mundo era preciso que fosse feito do mesmo elemento a qual foi criado o mundo. Então lhe entregou a lama para que moldasse o homem e lhe soprasse a vida. Assim fez NZambi o homem do mesmo elemento, para que ele pudesse cuidar de si da mesma maneira que cuidaria do mundo. A velha anciã não gostava quando os homens em suas ações destruíam o planeta, e os castigava. Eu muito curiosa perguntei a minha mãe, o que a velha fazia?
Zumbarandá minha filha, pendurava de cabeça para baixo, os homens, em seu Baobá. Para que ao cair da noite viessem os Egúns, espíritos dos que já morreram, para assombrá-los. Para que eles temessem a morte e aprendessem a lição de cuidar da vida no planeta. Eu ainda menina tremia de medo só de pensar. Minha mãe muito sábia percebendo o nosso medo, dizia para não nos preocuparmos, pois ela só dependurava os homens, não as meninas. Eu ria... Eu ria...
Essa lição aprendida faço questão de trazer para vocês como Preta Velha filhos, porque a velha anciã está novamente dependurando os homens em seu Baobá Sagrado. A pandemia filhos, representa os egúns que assustam pelo medo da morte. Mas que também traz o despertar para o cuidar da vida. Os homens esqueceram de onde vieram! Que são feitos da lama ou do mesmo elemento que formou esse planeta. Esqueceram que fazem parte, e são uma coisa só. Ou cuida-se do planeta, ou os egúns continuarão a assustar.
Essa metáfora trazida por essa lenda bonita nos ensina que o mundo passa por imensa revolução necessária em seus ciclos de evolução. Aqueles que habitam o planeta precisam avançar. Uns ficarão para trás, mas faz parte, porque o avançar somente acontece quando evoluímos em aprendizado. Compreendam essa situação extrema do planeta e se preparem para o momento futuro. Enquanto estão dependurados de cabeça para baixo, o planeta se regenera, o aprendizado de que todos estão sofrendo as consequências e, precisam juntos se cuidar, é ensinamento valoroso da ancestralidade”.
Mucuiu NZambi! (Que Deus abençoe)
Umbanda tem Fundamento
A Reencarnação na visão Umbandista
A Umbanda é uma doutrina religiosa espiritualista, que acredita na realidade distinta da matéria. Realidade essa a qual chamamos espírito ou alma. Para nós umbandistas a morte física é apenas uma transição do espírito imortal para uma dimensão mais evoluída que o plano material. O espírito Ramatis no livro - A missão da Umbanda - fala que: “É importante relembrar que a umbanda é um movimento espiritualista visivelmente diferente do espiritismo (kardecista), mas com muita sincronia em vários aspectos, tendo em vista que ambos são regidos pelas leis universais que regulam o intercâmbio entre os planos da vida”. Nosso mundo faz parte de uma das etapas do ciclo evolutivo, o qual tem como base a reencarnação, sendo a possibilidade de voltar ao corpo físico em uma nova vida.
Não existe morte, existe apenas um desencarne, quando o espírito deixa sua provisória roupagem material e retorna ao mundo dos espíritos, onde permanecerá por algum tempo em local compatível com seu grau evolutivo, enquanto aguarda nova oportunidade para prosseguir na Jornada. É importante frisar que a concepção de céu, purgatório ou inferno não existe como na tradição católica, da mesma forma que não existem as penas eternas. Existem inúmeras moradas na casa do pai e nós estaremos sempre alojados naquela que se encontre adequada às nossas necessidades e potencialidades.
A imortalidade da alma, a existência de vidas anteriores e a possibilidade de reencarnar em uma nova existência, são fundamentos primordiais nas religiões de matriz africana trazidos por nossos ancestrais na filosofia que diz. “os iniciados no mistério não morrem”. Para o povo Iorubá, maior grupo étnico da África, espíritos de qualquer pessoa falecida, iniciada ou não, são chamados de Egún. Já os espíritos dos ancestrais especialmente preparados para serem invocados e materializados são chamados de Egúngún. O Egún é a morte que volta à terra em forma espiritual e visível aos olhos dos vivos. Ele “nasce” através de ritos que sua comunidade elabora e pelas mãos dos Ojé (sacerdotes) munidos de um instrumento invocatório, um bastão chamado Ixã, que, quando tocado na terra por três vezes e acompanhado de palavras e gestos rituais, faz com que a “morte se torne vida”.
Nós da Umbanda, ao cultuarmos nosso sagrado por meio dos caboclos, pretos velhos, etc. temos como objetivo tornar visível os espíritos dos ancestrais, agindo como uma ponte, um veículo, um elo entre os vivos e seus antepassados. Ao mesmo tempo, mantém a continuidade entre a vida e a morte, e um estrito controle das relações entre os vivos e mortos, estabelecendo uma distinção bem clara entre os dois mundos: o físico e o espiritual.
Pela tradição Iorubá, Nanã é a orixá responsável pela transformação espiritual dos seres para a nova encarnação, tem seu domínio do reinado dos Egúns. Responde com Obaluaiê pelo equilíbrio energético da matéria e do espírito. No processo de encarnação do espírito, Nanã atua na preparação e adormecimento do espírito que irá ocupar uma nova matéria.
Até atingir a perfeição relativa, o Espírito passa por provas e expiações. “A prova examina, experimentando o grau de preparação do educando, a expiação ensina, rigorosa, a lição desperdiçada na inutilidade ou na viciação” afirma no livro - Dimensões da Verdade - o espírito Joanna de Ângelis. Na terra ou em outros orbes, todos se submetem a incontáveis encarnações. Visando ao aprendizado e ao aprimoramento sendo a evolução fruto do esforço e da conquista pessoal. Só a reencarnação, o aprendizado constante e a superação do carma produzem progresso espiritual.
Sala de Cura
Automassagem
A automassagem é, acima de tudo, um momento para você se conectar consigo mesmo e com o seu corpo. Por isso, é uma ferramenta poderosa de autoconhecimento e mergulho interior. A ligação mente, corpo e energia é incrível e quase nunca percebida. Não deixe de escutar seus sinais. A automassagem ainda contribui para aliviar tensões no corpo físico provocadas por questões emocionais.
Também conhecida como somatização, as doenças psicossomáticas são desordens emocionais ou psíquicas que afetam também o funcionamento dos órgãos do corpo. Esses desajustes provocam múltiplas queixas físicas, e que podem surgir em diferentes partes do corpo. Seus sintomas não podem ser explicados por nenhuma alteração orgânica, já que nos exames de confirmação diagnóstica, não aparece nenhuma doença que cause esses sinais. As doenças psicossomáticas estão relacionadas ao controle das emoções, sentimentos e ao modo de pensar.
Como a maioria dos sintomas físicos podem estar vinculados ao desgaste psicológico, o apoio psicológico de um profissional é o ponto de partida para minimizar os desajustes emocionais que alimentam a dor física. Porém, mudar alguns hábitos, melhorar a qualidade do sono e a forma de pensar e de enfrentar as adversidades da vida são medidas essenciais nesses casos. Uma das formas de aliviar as tensões e dores físicas em consequência desse desequilíbrio emocional é a automassagem.
Automassagem é uma maneira simples, rápida e prática de se autoconhecer. E o melhor de tudo: não custa nada! Você conduz seu tratamento e a maior parte das técnicas exige somente as suas mãos e objetos que você provavelmente tem em casa. Automassagem utiliza como base técnicas de fricção, amassamento e alongamento. Os benefícios incluem relaxamento, redução do estresse, liberação de tensões, melhora da circulação sanguínea, e alívio de dores pelo corpo.
Como fazer automassagem:
Recomendamos que você tome um banho quente antes da sessão de automassagem. Outra dica é usar cremes hidratantes ou óleos vegetais e essenciais para potencializar a ação terapêutica da automassagem e facilitar o relaxamento. Escolha o aroma que mais lhe agrada (alecrim, hortelã, calêndula, coco, amêndoas doces) e não utilize na região dos olhos.
Faça a automassagem com leveza, lentamente, tomando cuidado para não se machucar. Recomendamos também que você combine os movimentos da automassagem com exercícios respiratórios.
Não faça automassagem em regiões com cortes, feridas abertas, pós-operatório ou com fratura recente.
Região do pescoço, ombros e cabeça:
Sentar-se confortavelmente numa cadeira, mas com as costas eretas, comece alongando os músculos do pescoço, inclinando o pescoço para cada um dos lados e permanecendo nesta posição por alguns segundos. A seguir você deve colocar a mão direita sobre o seu ombro esquerdo e massagear os músculos que se localizam entre o ombro e a nuca, como se estivesse amassando pão, mas sem se machucar. No entanto é importante ter alguma pressão porque se for muito suave, poderá não ter nenhum efeito terapêutico. Depois você deve fazer os mesmos movimentos na região direita, insistindo nas regiões mais doloridas. Coloque os polegares no alto das maçãs do rosto, perto das orelhas. Aplique suavemente a pressão, fazendo movimentos circulares com as pontas dos dedos nas têmporas. Continue fazendo círculos, movendo as mãos ao longo da linha do cabelo, até que as pontas dos dedos se encontrem no meio da testa.
Massageando as mãos:
As mãos possuem pontos reflexos que conseguem relaxar todo o corpo, por isso bastam alguns minutinhos de massagem nas mãos para se sentir melhor e mais confortável. Lave as mãos e aplique um pouco de creme hidratante para que as mãos deslizem melhor e a automassagem seja mais eficaz. Utilizando o polegar direito pressione a palma da mão esquerda com movimentos circulares. Repita os movimentos com a outra mão.
Região das pernas, tornozelos e pés:
Sente-se em uma cadeira, de forma que seus joelhos fiquem dobrados e permitam que você alcance seus tornozelos, e descanse as palmas das mãos no chão. Concentre-se na perna direita. Faça movimentos lentos puxando a pele para cima com as palmas das mãos, dos pés até o joelho. Em seguida, faça movimentos circulares com os dedos ao redor do tornozelo, no sentido horário. Repita várias vezes e, então, faça o mesmo movimento na direção oposta. Segure o tornozelo direito com a mão e pressione levemente o tendão de Aquiles com a ponta dos dedos. Suba e desça a mão desde o calcanhar até o início da perna, na mesma posição. Repita e faça o mesmo movimento com a perna esquerda.
Por fim, com os pés descalços ou com meias. Posicione uma bola de tênis sob seu pé. Role-a para a frente e para trás, do calcanhar aos dedos do pé, usando uma pressão moderada.
Salve o Ponto
Águas Sagradas
Compositor: Léo Batuque
Refrão:
Me lava Nanã, me lava
Com suas águas, Nanã, sagradas
Me lava Nanã, me lava
Com suas águas, Nanã, sagradas
Lave meus olhos para que eu possa ver
A luz divina dos meus guias a me proteger
Lave meus ouvidos para que eu possa ouvir
Os ensinamentos de bons caminhos a seguir
Lave minha boca para que eu possa dizer
Mensagens de amor a quem precisa receber
Lave Nanã, o meu coração
Encha ele de alegria e retire a aflição
Lave Nanã, o meu coração
Encha ele de alegria e retire a aflição
Ô, Nanã Buruquê
As suas águas me dão forças pra vencer
Ô, Nanã Buruquê
Quero em suas águas uma bênção receber
(bis)
Oração
Oh! Mãe dos mananciais. Senhora da renovação da vida.
Mãe de toda criação. Orixá das águas paradas. Mãe da sabedoria.
Dai-nos a calma necessária para aguardar com paciência o momento certo para tomar decisões. Que a tua luz neutralize toda as forças negativas à nossa volta.
Dai-nos a tua serenidade e faz de nós um filho abençoado nos caminhos da paz, do amor e da prosperidade.
Deus salve Nanã Burukê!
Saluba Nanã!
Na Estante
Nanã - “A senhora dos primórdios”
- Título
- NANÃ - “A SENHORA DOS PRIMÓRDIOS”
- Autora
- Cleo Martins
- Editora
- Pallas
- Corrente
- Matriz africana.

Nanã integra a série dos 16 principais orixás cultuados no Brasil e reúne lendas, simbologia, instrumentos, características dos filhos-de-santo, entre outros. Para quem deseja conhecer um pouco mais sobre essa Orixá, esse livro é uma ótima pedida! Muito bem escrito e organizado. NANÃ - “A senhora dos primórdios”, nos apresenta a diferentes aspectos dessa Orixá dos pontos de vista religioso, arquetípico e cultural. A leitura é bastante fluida e o livro é organizado, de forma que podemos facilmente voltar para encontrar informações. Toda a coleção Orixás da editora Pallas é uma referência importante.
Expediente
ECOS DE ARUANDA é um informativo sem fins lucrativos do Templo Escola Pai João de Aruanda. O conteúdo não deve ser reproduzido sem prévia autorização. Não pode ser comercializado.
Créditos
- Orientação Espiritual
- Pai João de Aruanda
- Direção do Templo / Pesquisa
- José Adilson Dantas
- Pesquisa / Revisão
- Dilene Nunes
- Jornalista Responsável / Projeto Gráfico
- Gleison Cardozo - DRT DF-8266



