Ecos de AruandaNº 02

Iemanjá, a Rainha do Mar

Em fevereiro homenageamos nossa Mãe Iemanjá, a mais popular Orixá: a alfazema, a travessia de Vovó Cambinda e o debate sobre o sincretismo e o embranquecimento dos Orixás.

Leitura de 16 minutos

Pintura de Iemanjá como mulher negra de vestido azul e branco, com colares de pérolas, espalhando conchas sobre o mar

Editorial

Após o sucesso da primeira edição, ECOS DE ARUANDA chega mais uma vez com informação e ensinamentos de Umbanda aos frequentadores da Casa de Pai João de Aruanda.

Temos que agradecer a boa aceitação da estreia e as sugestões enviadas para as próximas edições. Juntos vamos construindo esse diálogo e parceria na consolidação desse espaço de comunicação da Casa.

Como não poderia ser diferente, em fevereiro homenageamos nossa Mãe Iemanjá, a mais popular Orixá. Seguimos a linha editorial de explorar em toda edição, os assuntos de cada seção correlacionados a esse Orixá. Entendemos que a Umbanda é diversa e cada terreiro ou tenda tem o seu modo de trabalhar, o que não significa que mesmo sem uma codificação, não possuímos pontos em comum, e convergências a serem exploradas e debatidas.

Cada edição é um projeto de pesquisa na literatura existente e consulta aos guias dessa casa, sempre dispostos ao esclarecimento das dúvidas à luz da Umbanda. Te convidamos a apreciar essa jornada.

Boa Leitura!

Jardim Sagrado

Ilustração de ramos de alfazema com flores roxas
Alfazema

O arbusto verde acinzentado de semente e flores roxas, que quando secas ganham um tom azulado é da família da Lavanda, que é uma espécie nativa do continente europeu. É muito resistente tanto ao frio como ao calor, devendo ser plantada em jardins, canteiros ou floreiras com grande exposição solar.

Erva de Iemanjá, não necessita ser queimada para atuar no ambiente e, em infusão (chás) deve ser evitado o uso contínuo, podendo produzir excitação em doses elevadas. O ideal é que seja utilizada em amacis, banhos, benzimentos e aromaterapia tanto as flores como o óleo essencial. Proporcionando sentimento de tranquilidade, paz, segurança, cheiro de casa de mãe.

A alfazema (nome científico - Lavandula Latifólia, Lav. Angustifólia, Lav. Chaich, Aloysia Gratissima) restabelece o equilíbrio energético do nosso corpo, limpa e purifica ambientes, trazendo paz e harmonia para a residência. Erva lunar se encaixa no grupo de ervas mornas/equilibradoras e tem papel essencial na manutenção da saúde do nosso corpo espiritual e físico. Atua alinhando nossos chacras e abastecendo-os de energias vitais, bem como, regeneram e corrigem desvios energéticos causados por ações de energias negativas que foram anteriormente removidas pelas ervas quentes.

Saudação

Iemanjá cujo nome significa, “a mãe dos filhos-peixe”, talvez seja no Brasil, a Orixá mais popular. Se você já passou uma virada de ano na praia, viu como é comum as pessoas pulando sete ondas e depositando flores, espelhos e perfumes no mar. É sabido que nem sempre são adeptos das religiões de matriz africana, contudo essas pessoas acreditam que, nessa data em especial, ao ofertar presentes a Rainha do Mar terá a boa sorte e, seus problemas serão levados para o fundo do mar.

Em terras africanas era a deusa do rio Ogum e rainha das águas doces. A filha de Olokum foi casada com Oduduá, com quem teve dez filhos Orixás. Por amamentá-los, seus seios ficaram enormes. Infeliz com o casamento e cansada de morar na cidade de Ifé, um dia ela saiu em rumo ao oeste e conheceu o rei Okerê, por quem se apaixonou. Envergonhada de seus seios, Iemanjá pediu ao novo esposo que nunca a ridicularizasse por isso. Ele concordou. Porém, um dia, embriagou-se e começou a ofender a esposa. Entristecida, Iemanjá fugiu. Desde menina, ela carregava um pote com uma poção que o pai lhe dera para casos de perigo. Durante a fuga, Iemanjá caiu quebrando o pote e a poção a transformou num rio cujo leito seguia em direção ao mar. Okerê, que não queria perder a esposa, transformou-se numa montanha para barrar o curso das águas. Iemanjá pediu ajuda ao filho Xangô e este, com um raio, partiu a montanha no meio. O rio seguiu para o oceano e, dessa forma, a orixá tornou-se a rainha do mar.

Chegou ao Brasil nos tempos coloniais, trazida pelos negros escravizados. Resultado da miscigenação de elementos europeus, ameríndios e africanos, Iemanjá ganhou vários nomes: sereia do mar, princesa ou rainha do mar, Inaê, Mucunã, Dandalunda, Janaína, Marabô, Princesa de Aiocá e ainda, diferentes formas de se apresentar. Dependendo do estado, Iemanjá ganha identidade correspondente a Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Piedade. Em Cuba é La Virgen de la Regla e faz parte da Santeria como santa padroeira dos portos de Havana.

Da cultura indígena ganha também a forma de sereia do mar, pode apresentar-se como a Iara, metade mulher, metade peixe, as sereias dos Candomblés de caboclo. Na Umbanda ganhou data comemorativa em 2 de fevereiro, e a imagem mais popular, mulher branca de cabelos longos e vestido azul.

Orixá do elemento Água, Iemanjá têm poderes sobre todos aqueles que entram em seu domínio, o oceano. Venerada e respeitada por pescadores e todos aqueles que vivem no mar. A tranquilidade ou as tempestades do mar estão sob o seu domínio.

Iemanjá também é conhecida como deusa lunar, rege os ciclos da natureza que estão ligados a água e caracteriza a “Mudança”, devido a influência nos ciclos da lua. Iemanjá é o arquétipo da Mãe e do sagrado feminino. Mãe de quase todos os orixás, é a deusa da compaixão, do perdão e do amor incondicional.

Na Umbanda rege sua própria linha, onde se apresentam Caboclas, e por curiosidade só existem sereias, não existem tritões e nem caboclos de iemanjá. Porém na linha se apresentam também o arquétipo dos Marinheiros (Pescadores, Marujos e Piratas) homens ligados ao mar.

Por isso nós saudamos nossa grande mãe Iemanjá.

Odoyá!

Elementos Correspondentes

Cor
Azul marinho ou azul e branco
Dia da Semana
Sábado
Astro regente
Lua
Metal
Prata
Signo
Câncer
Domínios da Natureza
Mar
Domínios da vida
Energia geradora, a transmissão dos saberes
Pedra
Pedra da lua, pérola, água marinha
Ervas
Alfazema, lavanda, pata de vaca
Flores
Rosas brancas, palma de St. Rita

Roda de Ancestralidade

Vovó Cambinda

Travessia

Vovó Cambinda guia de Umbanda é uma das Pretas Velhas que temos a honra de receber na Casa de Pai João para os ensinamentos na Roda de Ancestralidade.

Filhos, essa vó nasceu na mãe África na região que hoje é chamada de República do Congo, mas que em minha época se chamava África Centro Atlântica, porque ali existia no estuário do rio Zaire vários reinos, sendo os mais importantes, o Reino do Congo, o Reino de Luango e, o Reino de Lunda, de onde essa velha veio. Portanto essa velha é filha de Dandalunda, a Inquice banto, que seu nome significa Rainha de Lunda. Conhecida como a rainha da fertilidade, da lua e do mar. Que para os Ioruba é relacionada a Iemanjá.

Essa velha foi capturada e trazida ao Brasil em uma época em que os primeiros invasores holandeses já haviam deixado o Reino do Congo, por volta do ano de 1738, quando no mundo já era proibido o tráfico negreiro, porém traficantes de almas nascidos no Brasil, juntamente com traficantes portugueses, que faziam o escambo de açúcar pelo óleo de palma para azeitar as máquinas da revolução industrial, traziam de forma clandestina em seus porões apertados, negros para comercializar.

Foi assim, que essa velha veio parar em terras brasileiras. Meu nome aqui foi dado em homenagem a minha origem, pois existia na foz do rio Zaire três portos onde eram embarcados os negros, onde deixaram a mãe África os mais de cinco milhões de negros traficados, sendo os maiores o porto de Luango, o porto de Muzenza e por fim, o porto de Cabinda, todos clandestinos, esse último da região de Angola que por confusão dos nativos dessa terra chamavam Cambinda.

Eu já me apresentei e consegui a atenção dos filhos, então vamos a história que essa velha quer contar. Essa Preta Velha tem escutado as queixas dos filhos que estão a vários meses sem poder sair de casa e passear. Filhos, foram longos 5 meses de travessia nesse oceano até aportar nas terras do lado de cá. Ali naquele porão úmido, muito eu vi e senti com meus irmãos pretos, tudo de ruim que os filhos sequer podem imaginar. Muitos desencarnavam doentes de fome ou de sede, ou mesmo na primeira oportunidade se atiravam ao mar.

Foi em um dia de chuva forte e muito balançar, que se aproximou de mim a pequena Anane, que tem esse nome por ser a quarta filha, e começou a rezar. Eu muito curiosa perguntei a menina para quem ela rezava? Ela me respondeu chorando que pedia a Dandalunda para aquele navio afundar.

Eu a deitei em meu colo, e bem pertinho de mim, lhe disse ao pé do ouvido. Dandalunda minha pequena, é a Dona do mar, só pode atender você, se pedir para o mar acalmar. Ela não tem os domínios do navio, somente os domínios da vida que existe no mar.

Mas não é justo ela ver a gente sofrer, não seria melhor ver o navio afundar?

Minha pequena, ela também não gosta do que vê, mas nos dá a força para que possamos as tempestades da vida atravessar.

Enxuguei suas lágrimas, e acariciando seu lindo cabelo trançado lhe indaguei. Minha filha, o que você deseja quando esse navio parar? Eu só peço uma coisa a Dandalunda. Somente quero meus filhos reencontrar. Se você tem um desejo, alguma coisa que quer conquistar, comprometa-se com o seu desejo e siga em frente sem pestanejar.

Eu só quero a liberdade e que acabe esse sofrimento, me disse a pequena Anane. Continuei lhe contando minha história de vida, o mar e a menina foram acalmando, e em poucos dias após aquela tempestade vimos o navio atracar. Foi lindo ver quem se tornou a menina Anane nessas terras além do mar, liberdade não foi só um sonho, mas a luta árdua que ela conseguiu alcançar.

Meus filhos, tem gente desistindo nas tempestades da vida, e pedindo para o navio afundar. Parem de reclamar das condições que os filhos passam hoje, e rezem para o mar acalmar. Não importa o quão difícil possa parecer, se o seu objetivo é real, é algo que você está disposto a fazer o esforço necessário para alcançar. Então lute e pare de reclamar.

Não importa se precisar recomeçar. Simplesmente, comece de novo e de novo, quantas vezes for necessário recomeçar. A vitória chega para quem continua em frente, não importa em que velocidade, mas sem parar até o ponto de atracar.

Meus filhos, a experiência é conquistada através de erros e acertos. Falhas significam que a rota precisa ser revista; precisam ser consideradas as oportunidades de repensar estratégias, e adquirir novas habilidades para chegar onde se quer chegar.

A perseverança meus filhos, é a competência fundamental para conseguir o que se deseja na vida. Parem de reclamar.

Mucoiu Nzambi! - (Que Deus te abençoe!)

Umbanda tem Fundamento

O sincretismo e o embranquecimento na representação dos Orixás

Orixá tem cor? Orixá tem raça? Qual a cor das divindades do Panteão Africano que chegaram ao Brasil com a religiosidade de negros escravizados? Por que Iemanjá passou a ser predominantemente representada aqui como uma mulher branca, magra, de cabelos lisos, em um vestido longo azul ou branco?

Dois de fevereiro, dia da Rainha
Que pra uns é branca, pra nóiz é pretinha

— Emicida

Se considerarmos que, Orixá na Umbanda são as emanações do Criador, força cósmica geradora, podemos afirmar que o espectro de luz de cada vibração tem cor, mas essa não representaria a cor de uma raça. O debate que abrimos aqui é sobre representatividade e identidade cultural. Sobre como, e o porquê a Umbanda ao representar suas entidades ao longo da história foi influenciada pela visão eurocêntrica de religiosidade.

A identidade cultural e religiosa brasileira foi constituída por meio das interrelações ocorridas entre diferentes culturas que apresentavam valores bastante diversificados, que interpenetraram e se influenciaram profundamente. Tudo isso resultou para o Brasil uma configuração extremamente mestiça de nossa identidade cultural e religiosa.

O processo de justaposição ou de ilusão catequética foi intencional, pois os negros buscavam escamotear as divindades africanas protegendo-as das perseguições efetuadas pelos colonizadores.

Umbanda a filha caçula das religiões de matriz Africana é uma religião sincrética e de raízes difusas, mas é de longe a precursora do sincretismo. Os elementos sincréticos existentes nas bases estruturais da formação da Umbanda, não surgiram com o seu nascedouro, no início do século XX mas, remontam ao século XVII como herança direta dos Calundus bantos, que foram os responsáveis pela formação embrionária de um sincretismo religioso que se formou a partir do encontro de elementos bantos, com alguns elementos católicos e outros indígenas.

A massificação da imagem de Iemanjá branca, representada em estátuas de gesso ocorre com a popularização da Umbanda após os anos 30 do século passado, que desde sua criação uniu elementos do espiritismo, do cristianismo, do candomblé, também de culturas indígenas.

A religião dos dominadores rejeita quaisquer práticas ou atividades em seu universo, que possam incorporar os elementos das religiões dos negros e de seus descendentes, tidas como inferiores e pagãs.

Em entrevista à BBC News Brasil em Brasília, Helena Theodoro, pesquisadora em história comparada da UFRJ diz que “a imagem de Iemanjá branca tem raízes no processo de colonização do Brasil, que impôs uma visão de superioridade europeia sobre os povos indígenas e africanos. Houve uma demonização das religiões negras e indígenas a partir do que a Europa situou como sendo civilizado, humano. Nesse contexto, o humano é europeu, branco de olho azul.”

Para que pudessem preservar a sua religião, os negros tiveram que disfarçar seus orixás sob o manto dos santos, ocorrendo a superposição de imagens e nomes católicos face ao panteão africano. Os negros escravizados aproveitavam as datas de festejos de santos para cultuar seus orixás.

Iemanjá, mãe de grande parte dos Orixás na cultura Ioruba, foi sincretizada com várias santas católicas ligadas a Virgem Maria, tais como: Nossa Senhora das Candeias e Nossa Senhora dos Navegantes, ambas celebradas em 2 de fevereiro.

Ilustração de Iemanjá representada como mulher branca de cabelos longos e lisos, coroa e vestido azul, segurando um abebé

Importante ressaltar que na África Orixás representam uma energia, uma força da natureza, e nesse sentido, também não tem uma cor de pele. Porém é importante afirmar a negritude dessas entidades, que tem sua origem e história no continente negro.

O Brasil tem sua história marcada pela colonização baseada no regime escravagista, que se fez presente por mais de 300 anos. Infelizmente essa conjuntura deixou uma herança para a sociedade: O racismo.

Dentro da Umbanda não foi diferente, seja para se proteger das perseguições institucionais do Estado, seja para desvincular sua origem das chamadas Macumbas e feitiçarias. O racismo fez com que a cultura negra fosse invisibilizada e a colocou à margem da sociedade, assim contribuindo para o desenvolvimento de um sentimento de inferioridade e de negação da sua cor, influenciando diretamente na formação de sua identidade.

Trazer a luz esse debate em torno das questões que envolvem a população afrodescendente e os processos de descolonização do pensamento contemporâneo mostra a importância da Umbanda como religião de reparação e resistência. A história do negro no Brasil sempre foi tratada com desdém e transmitida de maneira inferior e desvalorizada, principalmente em relação a sua origem e religiosidade.

“É algo muito cruel essa imagem que tem uma capilarização no tecido social imensa e nega uma origem, num projeto de racismo em que o padrão ocidental branco é colocado como o bonito, ideal. Parece bobagem falar de estética, mas não é, porque na verdade você está falando de autoestima e sem autoestima você não é nada” afirma a historiadora Carolina Rocha. Infelizmente muitas casas de Umbanda não refletem sobre isso.

É de fundamental importância problematizar o racismo histórico dentro da religião, ao mesmo tempo que é preciso respeitar todas as formas de representação dos Orixás. Esse debate não surgiu para polemizar, seja ela como Iaba, (mulher negra de seios fartos e ancas largas), seja como Sereia do mar (influência ameríndia), ou a mulher eurocêntrica, branca de cabelos lisos e mais popular. Não há necessidade de revisão dessas representações na Umbanda, porém é preciso entender os processos históricos, e em tempos atuais o racismo não podemos mais aceitar.

Na Estante

Numa edição ampliada e revisada, novos temas são abordados, tais como: a descrição dos cristais e sua correlação com os Orixás nos assentamentos vibratórios, nos altares e tronqueiras, como dinamizadores energéticos nos trabalhos de cura. A estrutura astral do movimento umbandista, as formas de apresentação dos espíritos, as linhas de trabalho, as firmezas, o cruzeiro das almas, além da música sacra de terreiro, os preceitos e as consagrações. Um consagrado guia de estudos para médiuns, adeptos e simpatizantes da Luz Divina.

Umbanda Pé no Chão

Título
Umbanda Pé no Chão
Autor
Norberto Peixoto, Ramatis (espírito)
Editora
Legião Publicações
Corrente
Universalista, Umbanda esotérica

Salve o Ponto

Odoyá!

Quando me sinto sozinha
E o meu pranto vem me visitar
Eu me vejo entre as ondas
E o seu nome me ponho a chamar
Eu me vejo entre as ondas
E o seu nome me ponho a chamar
Dandalunda, Iemanjá, Inaê ou
Janaina, venha me abençoar
Marabô, Mucunã, princesa de Aiocá
São todas rainhas do mar
Ó mãe ilumine os seus filhos
Meus pensamentos venha clarear
Pois sem sua energia
Eu nada seria minha mãe Iemanjá
Dandalunda, Iemanjá, Inaê ou
Janaina, venha me abençoar
Marabô, Mucunã, princesa de Aiocá
São todas rainhas do mar
E o meu pranto vai levando
Minha dor tranquilizando
Ó mãe, sereia do mar

Compositores: Marluci Teodora Ferreira, Renato Filho

Sala de Cura

Água Fluídica

O que é Fluidoterapia Espiritual:

De uma maneira bem objetiva, podemos dizer que nada mais é que a capacidade de doação de fluídos terapêuticos, ou a interferência positiva na saúde das pessoas por meio da água magnetizada ou passes magnéticos. Vamos nos concentrar na água fluídica, aquela em que a medicação é adicionada tanto pelo magnetismo dos guias espirituais, quanto pelo magnetismo direcionado dos encarnados.

Umbanda trabalha com a manipulação das energias elementares da água, terra, fogo e ar. O Elemento água é um grande receptivo, condutor de energia, e de fácil manipulação. Por esses motivos, sua fluidificação é muito utilizada nos trabalhos.

Como funciona:

Dada as devidas proporções da idade e massa corporal, o corpo é composto basicamente de 70% de água, sendo 28 litros dentro das células, 10,5 litros no espaço ao redor das células e 3,5 litros, ou aproximadamente 8% da quantidade total de água, no sangue. A junção dos fluídos, cósmico universal, do guia que interage no processo e dos encarnados, direcionados a água regeneram células lesionadas atuando nas curas perispirituais e físicas. Este processo de cura somente não funciona quando a doença for expiatória, pois foge aos padrões vibratórios que lhe são aplicadas. Os fluidos obedecendo a uma poderosa vontade, e o desejo de fazer o bem, penetram os organismos debilitados, e suas moléculas benéficas substituem as que estão doentes na restituição gradual a saúde dos enfermos.

Quais os efeitos obtidos:

Uma vez fluidificada e ingerida, a água pode provocar os seguintes efeitos: Inibição da formação de radicais livres, ou seja, diminuição dos processos oxidativos celulares. Aceleração dos processos de fagocitose, incremento na produção de linfócitos (células de defesa). Reposição da energia espiritual, renovando a estrutura perispiritual da pessoa debilitada. Facilita a ação medicamentosa e tem se mostrado eficiente na cura das doenças psicossomáticas.

Como fazer a magnetização com fluídos positivos:

A água pode ser fluidificada, de modo geral, em benefício de todos, todavia, pode sê-lo em caráter particular para determinado enfermo.

1 - Coloque água potável filtrada em um recipiente transparente, pois a cor pode influenciar no resultado.

2 - Direcione a palma das mãos sobre o recipiente para a fruição dos fluídos até a água.

3 - Faça uma prece com palavras simples e amorosas, e intencione aos enfermos e necessitados daquele remédio espiritual.

4 - Deixe o recipiente fechado, não exponha ao sol, pois o espectro de luz pode alterar a composição da água. Podendo ser guardada na geladeira.

5 - Pode ser ingerida em pequenas doses, uma ou mais vezes ao dia.

Expediente

ECOS DE ARUANDA é um informativo sem fins lucrativos do Templo Escola Pai João de Aruanda. O conteúdo não deve ser reproduzido sem prévia autorização. Não pode ser comercializado.

Expediente

Orientação Espiritual
Pai João de Aruanda
Direção / Pesquisa
José Adilson Dantas
Projeto Gráfico
Gleison Cardozo
Revisão
Dilene Nunes
Jornalista Responsável
Gleison Cardozo - DRT DF-8266

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